Policiais Militares dizem na Justiça, que não roubaram 300 mil reais do BNB




Policiais militares do Piaui foram  ouvidos nesta terça feira,17 de abril, em audiência sobre roubo de R$ 300 mil ao Banco do Nordeste, em Teresina. O crime aconteceu em dezembro do ano passado e o valor foi furtado antes de ser entregue à Polícia Civil.Os Policiais militares foram denunciados por peculato.

 Os acusados são dois policiais militares que transportaram o dinheiro entre a sede do banco e o batalhão no qual eram lotados, na zona leste de Teresina. No assalto ao banco,a tesoureira foi sequestrada pelos ladrões.

 O Cabo Vanderlei Rodrigues da Silva e o soldado Erasmo Furtado foram presos em dezembro de 2017, depois que R$ 300 mil, que haviam sido recuperados de um assalto a uma agência do Banco do Nordeste em Teresina, desapareceram.

Na época, os dois policiais haviam abortado um assalto em uma agência bancária e em seguida, uma pessoas foi presa e R$ 600 mil foram recuperados, sendo que R$ 304 mil sumiram antes de serem entregues à Policia Civil.

 Um vídeo mostra o desaparecimento do dinheiro. As imagens mostram os policiais saindo com o dinheiro que desapareceu antes de chegar  ao Batalhão onde são lotados.

 Para o promotor Assuero Stevesson as imagens são provas concretas do roubo.   Ele disse que "As imagens são fortes nesse sentido. Provam que eles pegaram o dinheiro e no trajeto saindo do banco ao batalhão houve uma demora e eles pararam. É um indício veemente. Porque foram por outro caminho e não pelo caminho mais curto e mais lógico", explicou o promotor.


O advogado de defesa dos policiais militares, Pitágoras Veloso, tem plena convicção de que não foram os dois policiais que roubaram o dinheiro e alega que eles são inocentes.

“Acredito e confirmo que não foi o soldado Erasmo e muito menos o cabo W. Silva. Não foram eles. Eles estavam sob ordens. Saíram do banco sob ordem do Major Pessoa e se dirigiram ao quinto batalhão. Chegando lá, foi solicitado pelos comandantes que tirassem o dinheiro da viatura e foi transferido” falou a defesa.

Os dois policiais militares foram denunciados pela prática de peculato, um crime que é próprio do agente público, quando ele se apropria de algo que está em seu poder. O Banco do Nordeste informou que acompanha o caso e defende a punição dos responsáveis e quer o dinheiro de volta.


“Queremos saber sobre a punição dos culpados porque é isso que se espera, não somente o banco, mas como toda a sociedade e resguardar os interesses do banco diante da possível recuperação do dinheiro que foi furtado” disse Diogo Elvas, advogado do banco.
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